Depois
depois podemos pisar no mato,
depois podemos deitar no ar,
depois podemos voar no deserto,
depois podemos olhar a chuva,
depois podemos tocar na noite,
depois podemos soltar as mãos,
depois podemos fechar os olhos,
depois podemos acariciar o traço,
depois podemos beijar as gotas,
depois podemos cantar aos deuses,
depois podemos derramar o vinho,
depois podemos despertar o dia,
depois podemos derramar a tinta,
depois podemos esquecer os sonhos,
...
mas só depois, porque agora só podemos amar.
Bernardo G.B. Nogueira
Este blog tem como objetivo a publicação, criação e discussão d'lgumas ideias e sonhos...ideias poéticas, filosóficas, romanescas, musicais, teatrais, cinematográficas, artísticas...e de vez em quando, jurídicas...
Mostrando postagens com marcador esquecer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esquecer. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Paradoxo sou
Paradoxo sou
Sou tão paradoxo que sinto o frio no sol,
sou tão paradoxo que a lua me trás calor,
sou tão paradoxo que vinho me torna lúcido,
sou tão paradoxo que a lucidez me faz esquecido.
Sou tão paradoxo que estar sozinho é qual um diálogo,
sou tão paradoxo que a comunhão me retira a alma,
sou tão paradoxo que o chão me causa incerteza,
sou tão paradoxo que o céu me parece canção.
Sou tão paradoxo que os pingos da chuva esquentam minh’alma,
sou tão paradoxo que a falta deles me trás lágrimas molhadas,
sou tão paradoxo que a secura dos dias me transborda o olhar.
Sou tão paradoxo que de dia sou amante seu e a noite me dá o mundo,
sou tão paradoxo que declamo meus sentimentos, p’ra depois sofrer o arrependimento,
sou tão paradoxo que escrevo para dizer, quando o silêncio é o dito de maior prazer.
Bernardo G.B. Nogueira
Buenos Aires
Sou tão paradoxo que sinto o frio no sol,
sou tão paradoxo que a lua me trás calor,
sou tão paradoxo que vinho me torna lúcido,
sou tão paradoxo que a lucidez me faz esquecido.
Sou tão paradoxo que estar sozinho é qual um diálogo,
sou tão paradoxo que a comunhão me retira a alma,
sou tão paradoxo que o chão me causa incerteza,
sou tão paradoxo que o céu me parece canção.
Sou tão paradoxo que os pingos da chuva esquentam minh’alma,
sou tão paradoxo que a falta deles me trás lágrimas molhadas,
sou tão paradoxo que a secura dos dias me transborda o olhar.
Sou tão paradoxo que de dia sou amante seu e a noite me dá o mundo,
sou tão paradoxo que declamo meus sentimentos, p’ra depois sofrer o arrependimento,
sou tão paradoxo que escrevo para dizer, quando o silêncio é o dito de maior prazer.
Bernardo G.B. Nogueira
Buenos Aires
Marcadores:
certza incerteza,
chuvas,
diálogo,
embriaguez,
esquecer,
lembrar,
lucidez,
paradoxo,
paralelas,
prazer,
silêncio,
sol,
vinho
Assinar:
Postagens (Atom)