Vinhos em taça de deuses
Beber vinho em forma de oração,
sorver o gozo como diz uma canção,
deitar o verbo em cantiga de ninar,
pousar a mão como quem brinca n’um tear.
Soprar o beijo em métrica de paixão,
unir o corpo para depois ser entonação,
desditar do tempo e esquecer o silêncio,
suspiros imensos em tom de incêndio.
Quisera a lua cantar esse bailar,
de uma noite sem fim para o mundo encenar,
palavras de um verso que não se quis esquecer.
Em um tanto de distância uma busca ditosa,
prazer em carne viva e uma vida que aflora,
deuses divinos que cantam entorpecidos enquanto namoram.
Bernardo G.B. Nogueira
Este blog tem como objetivo a publicação, criação e discussão d'lgumas ideias e sonhos...ideias poéticas, filosóficas, romanescas, musicais, teatrais, cinematográficas, artísticas...e de vez em quando, jurídicas...
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Paradoxo sou
Paradoxo sou
Sou tão paradoxo que sinto o frio no sol,
sou tão paradoxo que a lua me trás calor,
sou tão paradoxo que vinho me torna lúcido,
sou tão paradoxo que a lucidez me faz esquecido.
Sou tão paradoxo que estar sozinho é qual um diálogo,
sou tão paradoxo que a comunhão me retira a alma,
sou tão paradoxo que o chão me causa incerteza,
sou tão paradoxo que o céu me parece canção.
Sou tão paradoxo que os pingos da chuva esquentam minh’alma,
sou tão paradoxo que a falta deles me trás lágrimas molhadas,
sou tão paradoxo que a secura dos dias me transborda o olhar.
Sou tão paradoxo que de dia sou amante seu e a noite me dá o mundo,
sou tão paradoxo que declamo meus sentimentos, p’ra depois sofrer o arrependimento,
sou tão paradoxo que escrevo para dizer, quando o silêncio é o dito de maior prazer.
Bernardo G.B. Nogueira
Buenos Aires
Sou tão paradoxo que sinto o frio no sol,
sou tão paradoxo que a lua me trás calor,
sou tão paradoxo que vinho me torna lúcido,
sou tão paradoxo que a lucidez me faz esquecido.
Sou tão paradoxo que estar sozinho é qual um diálogo,
sou tão paradoxo que a comunhão me retira a alma,
sou tão paradoxo que o chão me causa incerteza,
sou tão paradoxo que o céu me parece canção.
Sou tão paradoxo que os pingos da chuva esquentam minh’alma,
sou tão paradoxo que a falta deles me trás lágrimas molhadas,
sou tão paradoxo que a secura dos dias me transborda o olhar.
Sou tão paradoxo que de dia sou amante seu e a noite me dá o mundo,
sou tão paradoxo que declamo meus sentimentos, p’ra depois sofrer o arrependimento,
sou tão paradoxo que escrevo para dizer, quando o silêncio é o dito de maior prazer.
Bernardo G.B. Nogueira
Buenos Aires
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