de tudo o amor rebenta,
filho livre
do ventre divino,
filho pagão,
acaso rebenta,
a face e o corpo flagela,
em alma impura congela,
faz os olhos inundar,
qual destino
de trágico heroi,
rebenta,
rebento,
é deus sem gênero,
fantasia e inferno,
o instante eterno que te pariu.
B.
BH - verão - 2013
Este blog tem como objetivo a publicação, criação e discussão d'lgumas ideias e sonhos...ideias poéticas, filosóficas, romanescas, musicais, teatrais, cinematográficas, artísticas...e de vez em quando, jurídicas...
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
revolução 2
revolução 2
escute
em primeiro, o órgão,
decante
a guitarra em sua voz inaudita,
alcance
a nota, transcenda,
com
amor ou um gole a mais,
levante
pela madrugada,
voe
pela manhã noturna,
cambaleie
nas nuvens,
entorpeça
os sentidos contra todos,
grite
feito águia que espreita,
cem
cessar, cante sem melodia,
faça
romper o oceano,
inunde
a terra,
faça
da lua amante,
beba
o fel,
ame
com os pecados capitais,
dos
deuses, troce,
desate
o nó,
navegue,
o
mar? Invente,
abandone
a rota,
componha
um verso sem rima,
saboreie
o cheiro da impureza,
seja
arte,
morra
pra viver,
não
veja o espelho...
Bernardo
G.B. Nogueira
Conselheiro
Lafaiete
Marcadores:
amarras,
composição,
deuses,
paradigmas,
pecados,
revolução
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Amor, revolução
Amor, revolução
Demais é
rabiscar livros com heresias sentimentais,
derrubar
estados e construir arco-íris,
transpor
imagens, só ver miragens,
carregar
no peito nada além do que sentiu,
trazer uma
mala cheia de estórias,
inventá-las
sempre que puder,
deixar escorrer
pela pele toda a efusão,
do encontro
tornar vida e morte,
na estação
mirar o próximo porto,
descansar
com os ouvidos ao som inaudito,
ferver no
gelo do corpo devastado,
inverter
a direção do mapa, só pra ver onde não vai dar,
de mãos
dadas seguir com o algoz,
zombar dos
deuses, adorar o humano,
com flauta
doce, receber o inimigo,
desconfiar
da razão, entregar-se cândido ao abismo da emoção,
que o
que vem seja anunciação, e o que vai, saudade,
a ausência,
criação,
olhares novos,
perfeição,
ao invés
do verbo, poeisa e canção,
pois sentimento,
se é sentimento mesmo, tem que ter heresia, senão é convenção...
Bernardo
G.B. Nogueira
Itabirito
– primavera - 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Vinhos em taça de deuses
Vinhos em taça de deuses
Beber vinho em forma de oração,
sorver o gozo como diz uma canção,
deitar o verbo em cantiga de ninar,
pousar a mão como quem brinca n’um tear.
Soprar o beijo em métrica de paixão,
unir o corpo para depois ser entonação,
desditar do tempo e esquecer o silêncio,
suspiros imensos em tom de incêndio.
Quisera a lua cantar esse bailar,
de uma noite sem fim para o mundo encenar,
palavras de um verso que não se quis esquecer.
Em um tanto de distância uma busca ditosa,
prazer em carne viva e uma vida que aflora,
deuses divinos que cantam entorpecidos enquanto namoram.
Bernardo G.B. Nogueira
Beber vinho em forma de oração,
sorver o gozo como diz uma canção,
deitar o verbo em cantiga de ninar,
pousar a mão como quem brinca n’um tear.
Soprar o beijo em métrica de paixão,
unir o corpo para depois ser entonação,
desditar do tempo e esquecer o silêncio,
suspiros imensos em tom de incêndio.
Quisera a lua cantar esse bailar,
de uma noite sem fim para o mundo encenar,
palavras de um verso que não se quis esquecer.
Em um tanto de distância uma busca ditosa,
prazer em carne viva e uma vida que aflora,
deuses divinos que cantam entorpecidos enquanto namoram.
Bernardo G.B. Nogueira
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