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sexta-feira, 26 de julho de 2013

depois de sonhar



depois de sonhar

já sinto seu beijo,
batendo as portas do céu,
namorando as nuvens que me trazem sombra,
fazendo barulho de trovão em minh’alma,
trazendo a chuva pra regar meu calor,
brotando luz pelas retinas enamoradas,
de sua onda que quebra em meu corpo,
levando minhas mãos por um breve desatino,
de bravio som feito flauta dos elfos,
que cantam rock pelo sensível torpor que me embala,
levando meu lábio ao infinito,
como a vista que traz o mar,
vomo a sombra que é seu corpo
sobre o meu que agora é sopro,
de um nascimento que foi primavera,
que agora insiste em balançar minha vela,
de navegador perdido
do rio seu,
de quimera...

B.

domingo, 31 de março de 2013

cuidado com a idade



cuidado com a idade

casa na árvore,
missão impossível,
beijo roubado,
frio na barriga,
chocolates e chocolates,
namoro pra sempre,
passar a noite acordado,
escrever no papel,
                            poesia,
mudar a estória,
inventar o heroi,
ser o heroi,
morrer pela moça,
caçar no escuro,
correr pela chuva,
chorar escondido,
fingir que é homem,
amar uma musa,
dormir de mãos dadas,
sonhar com gigantes,
matar os moinhos,
amar
e
sonhar...

B.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Acorde-s


Acorde-s

é bom quando você me acorda,
e quando tem música na porta,
parece que dormi com serenata,
seu canto é dia e lua,
e depois que chegas,
na brisa constitui morada,
pois toca de leve em meu corpo inerte à sua navalha,
corta-me os poros,
faz jorrar gotas de paixão,
estende a manhã pela tarde, e o dia, imensidão,
haveria de ter outro mundo pra sua aparição
não existe mesmo e então,
então pra te receber,
ode do amor eterno que faz rima de seu encanto,
cria outra hora pra seu dia,
uma nova estação,
é bom quando você me acorda..

Bernardo G.B. Nogueira
Primavera – 2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Dividir a lua

Dividir a lua

Mãos dadas a sorver o amanhecer,
porque sem partilhar não é amor,
porque sem entrega o olhar não há ardor,
pois em cada aurora é preciso alvorecer.

A boca amainada e deixo meu peito entreter,
toque aveludado qual um vinho demorado,
corpo entregue, traço lindo e enamorado,
vento torpe cheiro longe de mata a arder.

Sonhos vívidos com tons cor de lírio,
campos leves voz tocada em mi menor,
almas cadentes pingos de sol em desvario.

D’uma noite despedida ornada e bendita,
miradas intensas doação entrega e chegada,
partilha da lua, vida e madrugada amanhecida.

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete