E todas as estações passaram,
noite e dia,
morte e vida,
verdade e alucinação,
lucidez divina e maldição,
canção de lira e surdez ao chão,
estrada perdida,
sem encontros ou perdão,
tristeza plena e felicidade ao meio,
luz e escuridão,
paz de dentro contra um furacão,
de fora o vento, e no peito aflição,
uma voz serena e olhar de criação,
abraço terno e fraqueza sem medidas, sem palavras,
de um acorde branco, se fez estampido,
nos ouvidos sensíveis harpas em sifonia,
céu intenso, com inferno próximo,
perdição do corpo e calidez no sonho,
interior profundo, riso defunto,
levanta-se na noite, e se parte em cacos desnudos.
Inverno, verão,
Outono e canção.
Só a primavera que imaginamos não passou,
floresceu.
Bernardo G.B. Nogueira
Itabirito
Este blog tem como objetivo a publicação, criação e discussão d'lgumas ideias e sonhos...ideias poéticas, filosóficas, romanescas, musicais, teatrais, cinematográficas, artísticas...e de vez em quando, jurídicas...
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
E todas as estações passaram,
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novo,
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outono,
paixão,
primavera,
renascimento,
verão,
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Sobre o mar
Sobre o mar
Sobre o mar entoei um canto que jamais será ouvido,
espraiou-se em partículas que impossibilitam ouvir,
é tão distante o mar que uma mirada por ele me impede de partir,
há entre nós dois, tamanha distância, que nem ousaria dar um grito.
Oh!, mas quão desafortunado é meu coração,
em um estampido silencioso quis ser canção,
largou de dentro dos meus olhos e nem sequer olhou p'ra trás,
levitou intenso sobre o mar, como se em pele alva acarinhasse o amor.
Senti-me tão abandonado neste momento, o tempo tornou-se companheiro,
tomou minhas mãos e entre ontem, amanhã e hoje, sorriu p'ro meu rosto teso,
fez troça de minha tristeza e tornou maior ainda a solidão.
Sobre o mar, descobri mil encantos,
o de um tempo que não existe e o de um coração que baila entre o fado,
o de um mar, que de tão profundo, é porto seguro para chorar meu pranto.
Bernardo G.B. Nogueira
Montevideo
Sobre o mar entoei um canto que jamais será ouvido,
espraiou-se em partículas que impossibilitam ouvir,
é tão distante o mar que uma mirada por ele me impede de partir,
há entre nós dois, tamanha distância, que nem ousaria dar um grito.
Oh!, mas quão desafortunado é meu coração,
em um estampido silencioso quis ser canção,
largou de dentro dos meus olhos e nem sequer olhou p'ra trás,
levitou intenso sobre o mar, como se em pele alva acarinhasse o amor.
Senti-me tão abandonado neste momento, o tempo tornou-se companheiro,
tomou minhas mãos e entre ontem, amanhã e hoje, sorriu p'ro meu rosto teso,
fez troça de minha tristeza e tornou maior ainda a solidão.
Sobre o mar, descobri mil encantos,
o de um tempo que não existe e o de um coração que baila entre o fado,
o de um mar, que de tão profundo, é porto seguro para chorar meu pranto.
Bernardo G.B. Nogueira
Montevideo
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