E todas as estações passaram,
noite e dia,
morte e vida,
verdade e alucinação,
lucidez divina e maldição,
canção de lira e surdez ao chão,
estrada perdida,
sem encontros ou perdão,
tristeza plena e felicidade ao meio,
luz e escuridão,
paz de dentro contra um furacão,
de fora o vento, e no peito aflição,
uma voz serena e olhar de criação,
abraço terno e fraqueza sem medidas, sem palavras,
de um acorde branco, se fez estampido,
nos ouvidos sensíveis harpas em sifonia,
céu intenso, com inferno próximo,
perdição do corpo e calidez no sonho,
interior profundo, riso defunto,
levanta-se na noite, e se parte em cacos desnudos.
Inverno, verão,
Outono e canção.
Só a primavera que imaginamos não passou,
floresceu.
Bernardo G.B. Nogueira
Itabirito
Este blog tem como objetivo a publicação, criação e discussão d'lgumas ideias e sonhos...ideias poéticas, filosóficas, romanescas, musicais, teatrais, cinematográficas, artísticas...e de vez em quando, jurídicas...
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
E todas as estações passaram,
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