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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Nascimento

nascimento

me querias mito,
grito solto e infinito,
dado a ti, inscrito,
sob teus seios, menino,
de partida, qual um rio,
que regateia seu corpo
a inundar de gozo,
em águas sem remanso,
pra mudar seu rumo,
arrancar-te o mar,
tornar a espera fantasia,
só pra ver sua maresia,
e quando o verão se for,
transformo o mundo em primavera,
só pra te ver flor...

Bernardo G.B. Nogueira
BH

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Estaçõezinhas...



Estaçõezinhas...

E é assim, lhe convido pois é já o sol,
depois de um outono sem folhas,
com sorriso cor de nuvem,
pra fazer nascer a primavera,
que é irmã sua,
pelo cheiro e pela face,
com cores sem fim,
depois me dá um abraço,
vai embora e canta como o vento leve,
dedica seus passos a me deixar saudade,
cada vez que seu olhar foi embora o verão cerrou-se em chuva,
o céu cinzento chorou,
volte, volte flor minha!          
Posto que és toda estação em que desço e em que vives, flor!

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete – primavera – 2012.                                        

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

E todas as estações passaram,

E todas as estações passaram,

noite e dia,
morte e vida,
verdade e alucinação,

lucidez divina e maldição,
canção de lira e surdez ao chão,

estrada perdida,
sem encontros ou perdão,

tristeza plena e felicidade ao meio,
luz e escuridão,

paz de dentro contra um furacão,
de fora o vento, e no peito aflição,

uma voz serena e olhar de criação,
abraço terno e fraqueza sem medidas, sem palavras,

de um acorde branco, se fez estampido,
nos ouvidos sensíveis harpas em sifonia,

céu intenso, com inferno próximo,
perdição do corpo e calidez no sonho,

interior profundo, riso defunto,
levanta-se na noite, e se parte em cacos desnudos.

Inverno, verão,
Outono e canção.

Só a primavera que imaginamos não passou,
floresceu.

Bernardo G.B. Nogueira
Itabirito