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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Paixão...um, dois...


Paixão...um, dois...

Beba toda a garrafa
antes que amanheça
a noite se desfaça
e a uva torne farsa.

Logo, breve como o tom,
instante como o amor,
poeta qual uma flor,
constante, com ardor.

De serenata com primavera,
em tez sentida e sincera,
pois cálida é sua quimera.

Cai em prantos sem espera,
do fim do corpo que me encerra,
ao fim do gole, me desespera...

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete - inverno

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Conceber

conceber

Nasce em tom de chuva,
se são deslizes não sei,

tem apenas um gosto de primavera,
e um cheiro de um dia de espera.

Tem o arfar de-vagar do seu corpo,
e um líquido bom que bebi em teu enleio,
que desliza inerte dentro de mim,
e que sai pela mata e defunto ri-se sem fim,

é sempre assim quando chove,
há uma invasão do meu interior,
da sua pele escorre o mais puro cheiro,
e da sua face o olhar mais rico, mais faceiro.

Ah,
como são chuvas essas sensações,
como são enternas essas invasões,

de que modo se vive sem um choro?
sem canções,
sem chuvas,
criações.

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete