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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Paixão...um, dois...


Paixão...um, dois...

Beba toda a garrafa
antes que amanheça
a noite se desfaça
e a uva torne farsa.

Logo, breve como o tom,
instante como o amor,
poeta qual uma flor,
constante, com ardor.

De serenata com primavera,
em tez sentida e sincera,
pois cálida é sua quimera.

Cai em prantos sem espera,
do fim do corpo que me encerra,
ao fim do gole, me desespera...

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete - inverno

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Todas as coisas são suas


Todas as coisas são suas

Todo seu ia e o seu não ia,
toda a sua paz,
toda sua melodia,

todos os seus versos,
sua não poesia,
toda sua melancolia,

todos os seus amores,
suas fantasias,

seus eus,
seus minhas,
sua idiossincrasia,

seu olhar perdido,
sua tez tardia,

seu avanço desmedido,
seu silêncio bandido,

sua cor invadida,
sua pele traduzida,

suas palavras invertidas,
todas benditas,

toda a sua memória,
toda a sua desordem,

toda sua,
toda e de todo o mundo.

Bernardo G.B. Nogueira
Itabirito – outono.