Mostrando postagens com marcador sorriso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sorriso. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de julho de 2012

Dever de vida


Dever de vida

Eu deveria fazer um poema de ti,
para seus olhos que brilham,
para sua boca que sorri,
pra cantar sua magia em que vivi.

Deveria ser um poema gigante,
porque é seu o infinito,
porque tem em seu corpo todo o instinto,
porque em ti sou errante.

Deveria escrever para te imortalizar,
beber seu gosto e festejar,
tocar seu corpo em gozo pleno,
derramar em seus olhos meu choro ingênuo.

Deveria sonhar pra te criar,
deslizar leve e forte sobre sua face,
voar sobre ti em carícias, nosso enlace,
deitar entre seu suor, um combate.

E depois de cumprido meu martírio,
desfaleço sob o seu encanto,
sem saber do escrito ou do devaneio,
na confusão de ti que é poema vivo. 

Que é vida minha,
que é todo meu anseio!

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete – inverno.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Poeminha, em dias que se iniciam de tarde...

Hoje de tarde,

não queria o dia tão azul,
nem precisava de uma noite com tantas estrelas.
Os pardais poderiam se dispor de sua sinfonia,
e as nuvens no céu, disformes se dariam.

não queria um som tão afinado,
a mim bastava tocar o chão molhado,
no recanto de minh’alma,
eu, e minha mágoa, be e mol, e mais nada.

os olhares deveriam ser desviados,
o rosto inerte já seria meu resguardo.
O vento frio que chega daquela fresta entre os prédios, seria ele meu regato,
choro de criança, choro soluçado.

poderia ser menos que ontem,
um amanhã de silêncio por entre um presente tão animado,
de resto, poderíamos decidir pelo abraço,
escolher um silêncio e um sorriso não forçado.

poderia ser sempre,
sempre amor e sempre paz,
sempre sorriso e sempre abraço,
sem céus e sem sons, sempre um olhar leve e encantado.

Bernardo G.B. Nogueira 11/09/2011 – Conselheiro Lafaiete