do dever
não deveria,
o dever realmente é algo que não deveria,
dever é frio e comporta repetida ausência de alegoria,
deveria era não dever,
pra não ficar à mingua de ninguém,
sem dever a gente avoa,
deveria haver então um dever de voar,
ai sim valeria dever,
deveria assim por prazer,
cumpriria o voo e não o dever,
ai quando pousasse,
deveria amar de novo,
só pra voar,
isso seria meu dever, amar...
B.
Conselheiro Pena - verão-2013.
Este blog tem como objetivo a publicação, criação e discussão d'lgumas ideias e sonhos...ideias poéticas, filosóficas, romanescas, musicais, teatrais, cinematográficas, artísticas...e de vez em quando, jurídicas...
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
domingo, 29 de julho de 2012
Dever de vida
Dever de vida
Eu deveria fazer
um poema de ti,
para seus olhos
que brilham,
para sua boca que
sorri,
pra cantar sua
magia em que vivi.
Deveria ser um
poema gigante,
porque é seu o
infinito,
porque tem em seu
corpo todo o instinto,
porque em ti sou
errante.
Deveria escrever
para te imortalizar,
beber seu gosto e
festejar,
tocar seu corpo em
gozo pleno,
derramar em seus
olhos meu choro ingênuo.
Deveria sonhar
pra te criar,
deslizar leve e
forte sobre sua face,
voar sobre ti em
carícias, nosso enlace,
deitar entre seu suor,
um combate.
E depois de
cumprido meu martírio,
desfaleço sob o seu
encanto,
sem saber do
escrito ou do devaneio,
na confusão de ti
que é poema vivo.
Que é vida minha,
que é todo meu
anseio!
Bernardo G.B.
Nogueira
Conselheiro
Lafaiete – inverno.
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