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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Prosinha pro dia


Prosinha pro dia

Tá bom, foi mal,
pela cobrança para um encontro, e tal,
pela leveza do poema,
em uma tarde de trabalho real.

pela manhã sem a correria normal,
pela demora no banho,
dos tantos tropeços e versos,
pela ausência do pontual.

Daquele dia que me perdi e atrasei,
é que tinha uma canção e um refrão,
sempre que ele tocou,
me esqueci do caminho, só via o sol.

E eu acho que sempre vai ser assim,
não tem fim e nem tem mal,
é só o esquecimento mesmo, do real,
é só a criação do seus olhos, mortal.

Bernardo G.B. Nogueira
diálogo – outono.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Para que não se esqueça de mim...

Para que não se esqueça de mim,

pinto em seus olhos, cor de jasmim,
debruço em seu seio, tarde sem fim,
feitiço de magia, fantasia de mim,
som de canção a despertar do sonho,
refaço o tempo, para nele encontrar-me a ti,
modelo a morte, para uma vida por si,
me encontro com a noite, para um dia que vivi,
escrevo sua história, em imaginário de deus,
invado seu delírio e o sonho para mim,
recrio sua origem, para que renasça em mim,
me confundo consigo, para uma unidade e um fim.

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete