Mostrando postagens com marcador encontro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador encontro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O amor e a tempestade


O amor e a tempestade

Te amo igual ao sol que beija a lua em cada crepúsculo,
escondido e necessário,
improvável qual a neblina que nasce de nosso incesto,
profundo como cada momento de festa.

Sorrateiro feito o fim da tarde
que te espreita a cada escolha,
aquela não dita e tão falada,
o verbo sentido feito toada.

Canção do sertanejo que perde a morada,
namorada nova como cidade desencontrada,
a feição da montanha trazia a lua em serenata

Nos seus amores fui caminhada,
daquela fingida pra criar nuvem inacabada,
em cada florescer fui seu artista em minha desmentida caçada.

Bernardo G.B. Nogueira
BH - inverno

quarta-feira, 11 de julho de 2012

um...


um...

Pensei que havia um ar em comum
Como flores que nascem da mesma primavera
Feito copo que mata a garrafa
Qual um gole que toma a lucidez
Enquanto cigarro que queima sob uma vista incerta
Depois que a água deixa o leito e deserta
Como a face depois do choro pela fresta
Da janela aberta em chuva insana
Igual palavras de poema que se completa
Em rimas cadentes depois da pele tocada
De jeito que o corpo se entrega
Sem aviso nem conversa
Pelo estranho acaso que se completa
Em notas que se criam em trilhas incompletas
Infante como conquista inédita
Perdido como cheiro que faz festa
De alguma paralela que ao longe espreita
Escondidas fazem seresta
Para surdos de amor em noite mestra
Que nos cria como farrapo que resta
Pelo tempo liberta
Pela falta dele que desespera
Pensei que havia uma vida em comum
Havia vida, mas havia só um...

Bernardo G.B. Nogueira
Ponte Nova - inverníssimo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Com amor e simplicidade

Com amor e simplicidade

Por entre um beijo cheiroso no início do dia,
uma fresta de luz nos olhos ternos,
perdidas, as peles entrechocam-se,
um vento harmonioso toma os sentidos e parece que já é manhã.

Do proveito deste encontro ressoam vozes dentro do coração,
por entre distâncias imaginárias os sons dialogam.
As fontes de onde saem os cheiros são as mesmas,
também iguais são os destinos que se criam nessa incerteza.

Barulhos de passos ressoam entre partida e chegada,
formas de sorrisos povoam os lábios enamorados,
em um momento a face, de outro, escarlate,
quando pensei estares distante, escrevi cartas para viajantes.

Desdisse o refrão e a rima foi esquecida,
p’ra um mar ainda não descoberto deixei minhas lágrimas,
descobri entre elas uma nova sinfonia,
silenciei, para, devagar, me embalar em sua harmonia.

De um amanhecer sem pretensão,
um mar imenso e cheio de emoções,
das ondas novas de meus rabiscos:
Escrevo-te um poema, um poema, uma declaração.

Bernardo G.B. Nogueira
Itabirito