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domingo, 22 de janeiro de 2012

Trem...

Trem

Esperei,
até o último silvo do trem,
passaredos e pessoas e ninguém.

Pessoas,
passaram pelo meus olhos em desdem,
acenos felizes ao encontro de alguém.

Olhares sinceros e mentirosos também.
Sol que não aquecia meu porém.

Lágrimas,
até o último abraço esperei,
fui tragédia de um trilho, de trem.

As borboletas continuaram em silêncio,
e de novo ia embora, o trem.

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Com amor e simplicidade

Com amor e simplicidade

Por entre um beijo cheiroso no início do dia,
uma fresta de luz nos olhos ternos,
perdidas, as peles entrechocam-se,
um vento harmonioso toma os sentidos e parece que já é manhã.

Do proveito deste encontro ressoam vozes dentro do coração,
por entre distâncias imaginárias os sons dialogam.
As fontes de onde saem os cheiros são as mesmas,
também iguais são os destinos que se criam nessa incerteza.

Barulhos de passos ressoam entre partida e chegada,
formas de sorrisos povoam os lábios enamorados,
em um momento a face, de outro, escarlate,
quando pensei estares distante, escrevi cartas para viajantes.

Desdisse o refrão e a rima foi esquecida,
p’ra um mar ainda não descoberto deixei minhas lágrimas,
descobri entre elas uma nova sinfonia,
silenciei, para, devagar, me embalar em sua harmonia.

De um amanhecer sem pretensão,
um mar imenso e cheio de emoções,
das ondas novas de meus rabiscos:
Escrevo-te um poema, um poema, uma declaração.

Bernardo G.B. Nogueira
Itabirito