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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Deixa

Deixa

Fazer escolhas é como pisar em flores,
daí que me deixe o sonho,
sem que haja dor e choro.
Pelo vento de partida e olhar em cores.

Deixe fotos e fatos para outro,
que flameje em meu seio intuições,
sem lágrimas de despedida, só canções,
sem histórias de ontem, só brilho e ouro.

A morte da poesia ao fim do dia,
os calafrios e a sobra da realidade,
saia antes do fim da melodia!

De um traço de loucura há minha doce fantasia,
você em meus olhos e a voz em surdina.
Deixa, deixa pois só vou ali fora, no mundo, minha estadia.

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete – manhã e estrada.