Mostrando postagens com marcador ruas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ruas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ladeira



ladeira

na ausência de seu jazz,
recorro às esquinas,
que mudam caminhos,
desfazem rotas,
rodamoinhos.
Dentro das páginas dos livros, letras,
de novo, letras,
letras com frases musicais,
que vejo na rua a se estender,
perante os olhares sisudos e mudos dos relógios,
que marcam os dias em que não há canção,
só um estribilho do som de ti,
longe e arredio,
feito corredeira de rio que não sabe onde vai dar,
qual sertão,
qual a ausência de ritmo que seu jazz descompassou em mim...

B.
BH – verão – 2013.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

La clandestinidad

La clandestinidad
De quantas almas se faz um tempo,
o  da alma,
das pessoas que ela toca,
das que se esquece,
dos amores e dos sonhos,
das chuvas e das metáforas de si,
vertidas em e entre outras,
vestidas e investidas,
podem flutuar,
mas morrem também.
Entretanto é fábula,
disto que se cria,
ora mais perto, vez ou outra distante,
disfarces pra história se encaixar,
mas corre a lenda que é farsa,
artista no palco,
com luz e sem, opaco,
mas tem hora que a roupa não serve mais,
o figurino então se inscreve,
a alma então reclama ao tempo:
não me deixe ao relento!
Há que amar,
o céu, a lua triste, o mar,
pra sempre, quiçá,
posto que agora é o presente que se desfaz,
d’alma incoerente, choro bandido,
sabe-se lá onde vai dar,
não há esconderijo mais,
las calles me irão aguardar,
minha infantaria vai agora passar,
com flores em punho,
canhões munidos de paixão,
e se o dia é agreste e a noite escuridão,
de meus olhos clandestinos,
vai brotar um coração,
                                   atemporal.

Bernardo G.B. Nogueira
BH – verão - 2012