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quarta-feira, 31 de julho de 2013

reminiscer

reminiscer

sempre se vai,
em voltas a locais passados,
passamos por eles,
e passar é trilha,
olhar pra trás é inventar o que se foi
não olhar é viver de afugento
tornar a caminhar é novo,
novo velho passo,
cansado de não ver
e de ver também,
filme antigo de cores novas
cores velhas e nova calçada,
sob a janela o sol continua a sair
e volta novo
mas sempre sol
depois que se ama é sempre regresso.

B.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O que resta...

O que resta...

Dizia palavras inventadas cada vez que sonhava,
cantos em tom de flor que caía,
flauta doce de sua espera enquanto dormia,
sozinho com seu amor, eterna companhia.

E toda noite assim era sinfonia,
na manhã que vinha,
torpor me trazia,
assim como andar cego pela vinha,

o cheiro parecia que não existia,
desatino incontido em mar e nostalgia,
ode serena à lua que ali jazia.

Toda a sua criação se esculpiu em poesia,
minha mão foi agora sua guia,
meu sorriso encantou-se pelo seu sonhar,
                                                               agora é só vida,
                                                               fantasia.

Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete – inverno.