a ti
Decerto seria bom falar baixinho,
no mesmo tom de seus olhos pequenos,
da mesma métrica que tem sua boca,
em sintonia com a altura de seus sonhos.
Querer devagar como que faz um bordado,
sem fim e com todos os nós atados,
na mesma cadência daquele sol que custa dormir,
com a força que a brisa pousa na flor.
Em tudo estar atento,
desde a cor de seu cheiro,
até o brilho de seus passos.
Ter neste instante um luar infinito,
e com olhos esquecidos perder da vida,
para em sua música me encantar, desmedida.
Bernardo G.B. Nogueira
Conselheiro Lafaiete