condenação
Então há uma denúncia
a ser feita,
dos pés até o último
fio de pretensão,
de toda a verdade
que é em vão,
sobre todas as
falas e caras feias.
Não é um grito
com o pé no chão,
nem dá para dizer
que é reclamação,
por um momento se
quis até silêncio,
depois não há
mais jeito, é incêndio.
Daí que nasce uma
canção,
lá onde começa o
dia,
lá onde morre a
entonação,
brota um raio
leve, de prostração.
Sob a mira não
feita do coração,
notas sem
harmonia, é paixão,
coloco-te agora
defronte a ti,
desnudo de todo
verbo, de toda maldição,
cala-te! ou
condeno-te à imaginação.
GB Nogueira -
outono